terça-feira, dezembro 25, 2007

Trinta anos sem Charles Chaplin



Autor de frases hilárias como "A vida é uma tragédia quando vista de perto, mas uma comédia quando vista de longe" e "Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei", foi tão intragável em vida quanto na morte, estragando o Natal de muita gente. Mas não o nosso, nem o de vocês. Quê? Ah, estragou o do Dr. Jivago... Ainda assim, um feliz Natal, erratonautas!

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sábado, dezembro 22, 2007

As principais diferenças entre Natal e Carnaval

Apesar da rima, é errado dizer que essas datas não possuem diferenças entre si. Prova disso é a palavra “sal”, que também rima, mas todo mundo sabe pra que é que serve. As palavras “bacanal”, “universal”, “legal”, “astral”, “lual”, “mal” (contrário de “bem”), “mau” (contrário de “bom”) e “jaboticabal” também fazem parte dessa teoria. Algumas palavras como “mingau”, “cereal” e “matinal”, além de rimar, fazem um bom café da manhã. Já a palavra “leite” não se encaixa em nenhuma das nossas teorias, assim como “café”, “torrada” e “queijo fresco com peito de peru fatiado”.

Dif. 01 - O Natal é uma festa cristã, o Carnaval é uma festa pagã (novamente, desconsidere a rima);
Dif. 02 - No final do Natal tem queima-de-fogos, no final do Carnaval tem Quarta-Feira-de-Cinzas;
Dif. 03 - No Natal tem árvores de Natal, no Carnaval não tem árvores de Carnaval;
Dif. 04 - Natal ao contrário é Latan, Carnaval é Lavanrac;
Dif. 05 - A festa de Natal não coincide com a entrega do Oscar, o Carnaval sim;
Dif. 06 - O Carnaval coincide com a festa do Oscar, o Natal não;
Dif. 07 - O Oscar dá prêmios para filmes natalinos, mas nunca deu para filmes carnavalescos;
Dif. 08 - O gênero comédia também é discriminado pelo júri do Oscar, o que não acontece no Troféu Imprensa;
Dif. 09 - O Silvio Santos apresenta o Troféu Imprensa, mas nunca apresentou o Oscar;
Dif. 10 - O Lombardi sempre acompanha a carreira de Silvio Santos, o Clodovil não;
Dif. 11 - No Natal todo mundo dá presente, no Carnaval o... que é bom ninguém quer dá;
Dif. 12 - No Natal eu como o peru e no Carnaval o peru me come... (quem escreveu isso?);
Dif. 13 - No Natal tem “Ho-Ho-Ho”, no Carnaval tem “Alalaô” (ambos significam “óleo de gengibre”, a diferença está na pronúncia);
Dif. 14 - No Natal eu como o peru e no Carnaval o peru me come.... (por%%@! Denovo?!);
Dif. 15 - No Natal tem Papai Noel, no Carnaval tem Pai de Santo... Bom, na Bahia eu sei que tem;
Dif. 16 - No Natal se come noz, no Carnaval eu como vocês. E, por falar nisso, no Natal eu como o peru também (isso ta ficando chato);
Dif. 17 - No Natal minha mãe quer um vestido, no Carnaval “mamãe eu quero, mamãe eu quero, mamãe eu quero mamar…” (horrível);
Dif. 18 - Se misturarmos as duas datas teremos Narnaval ou Cartal e, mesmo não significando nada, ainda teremos duas coisas diferentes;
Dif. 19 - A frase "neste Carnaval pegue no meu..." nem de longe caberia para o Natal (apesar da rima novamente);
Dif. 20 - No Natal eu vou de carro, no Carnaval eu vou de ônibus (???);
Dif. 21 - No Natal temos “amigo-secreto”, no Carnaval temos “desejos-secretos…” (foi o mesmo do peru, tenho certeza);
Dif. 22 - No Natal. Yes Carnaval;
Dif. 23 - No Natal eu encontrei Jesus e comi cuscus, no Carnaval eu encontrei a Daniela e comi ela… Tá bom, tá bom, “eu a comi”;
Dif. 24 - Os hidratos de carbono também são conhecidos como carboidratos ou glicídios ou aldeídos ou cetonas polihidroxiladas;
Dif. 25 - A frase "Você viu a mangueira entrar?" não tem muita graça quando dita no Natal; a frase "Você viu o peru entrar?" não tem muita graça quando dita no Carnaval, ainda mais pra quem viu ele entrar (ou não... vai saber);
Dif. 26 - É… John Lenon compôs uma música de Natal, a Yoko Ono fica pelada pra protestar;
Dif. 27 - Mais? Deixa eu ver… Ninguém quer ver a Yoko Ono ou a Simone pelada. Todo mundo quer ver a Sandy pelada;
Dif. 28 - O Júnior é gay;
Dif. 29 - O Papai Noel é gay;
Dif. 2:30 - O Clodovil... não acompanha a carreira do Silvio Santos.
Dif. 2301 - No Natal… Papagaio no fio de luz não anda de ré.

Bom, como você viram, existem milhares de diferenças que comprovam que o Natal não tem nada a ver com o Carnaval, mas infelizmente, não cabe tudo aqui na nossa matéria. Na próxima edição “As diferenças entre Natal e Páscoa”.

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quinta-feira, dezembro 13, 2007

O Natal segundo o Anticristo

Como Jesus Cristo se mostrou um filhinho de papai asqueroso e metido quando lhe concedemos um direito de resposta, resolvemos, por vingança mesmo, entrevistar quem Ele mais odeia. Sim, conseguimos uma breve entrevista com ninguém mais, ninguém menos que o próprio Anticristo. Mesmo esquema, cinco perguntas, duas cervejas, um boteco da Av. São João e, en passant, a alma de um dos doutores. Confira este momento histórico:

ERRATA: Anticristo, dia 25 de dezembro é o aniversário do seu (e do nosso) arquiinimigo. Sei que você é do mesmo ano que ele, mas que dia é o seu aniversário?
ANTICRISTO:
“Quatro.” (Ap. 66: 6b)
ERRATA: Quatro de quando?
ANTICRISTO:
“Três” (Ap. 6, 606)
ERRATA: Pô, dia quatro de março é o dia de São Elpídio. Teve alguma razão especial pra ser esta a data do teu nascimento?
ANTICRISTO:
“Duas” (Ap. 6.66).
ERRATA: Pô, conta pelo menos uma aí pra gente, então?
ANTICRISTO:
“Uma” (Lc. 60: 66b).
ERRATA: Cara, tu és muito gente fina! Ninguém vai acreditar quando eu enviar este texto... Cê é mais legal que Jesus! Pô, nunca pensei que ia dizer isso, mas agora que te conheço melhor, não vejo tanto problema em ir pro inferno. Aliás, você sabe quando é que um dos doutores vai ter que te pagar a entrevista com a alma?
ANTICRISTO:
“Agora” (Ap. 6.660b)

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sexta-feira, dezembro 07, 2007

Algumas Verdades - Errata Natal

Durante a pesquisa sobre o tema, a equipe Errata encontrou algumas falhas nessa data comemorativa:

O Natal não precisa mais ser comemorado, pois Cristo já morreu. Minha avó morreu em junho de 2001 e há seis anos ninguém mais fala dela. Além disso, dia 25 de dezembro não é o dia do nascimento de Jesus, é dia 14 e nem é de dezembro, é de fevereiro. O presépio nunca existiu, a casa deles era bem ajeitada e Maria teve o filho no hospital Sócrates XXIII. De virgem, Maria não tinha nada, já naquela época a Amélia é que era mulher de verdade. Os três reis magos eram dezoito, nunca foram reis e muito menos magos; ouro, incenso e mirra foi o que eles levaram e não o que eles trouxeram.

Natal não existe, renas não voam e ajudantes não são necessariamente pequenos. Aqui no Brasil nem chaminé existe, se existe é pra fazer churrasco. Neve existe! Mas derrete. Papai Noel nunca distribuiu brinquedos e se distribuísse, nunca seriam da Sony, Panasonic ou Nintendo. Ele nunca distribuiu ovos de chocolate; isso, quem faz, é o coelhinho da Páscoa, que também não existe e, mesmo se existisse nunca colocaria ovos, quanto mais de chocolate, fora que é um animal que não faz nada além de ser bem branco. Coelho preto não existe e ovos de morango só se forem recheados.

Papai Noel não tem barba, só tem bigode e de vez em quando, deixa só o cavanhaque. A roupa dele não é vermelha, é verde. Ele não é gordo, não usa chapéu, sua mulher se chama Miriam, sua casa é em Ubatuba, ele não usa botas, detesta voar, não sabe ler, tem dentadura, mal de Parkinson, adora novela, não gosta de crianças, bebe, dorme em bar, vai em puteiro, foi preso três vezes por arruaça, é sedentário, não come verdura, adora pizza e detesta animais, principalmente coelhos.

Outra coisa que não existe são aquelas musiquinhas de Natal, o que é aquilo? Ou melhor, existem mas não deveriam, pelo amor de Deus! Deus?

Obs.: A verdadeira pronúncia de Natal, na verdade, é Netele, que não significa nada, em latim.

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domingo, dezembro 02, 2007

A origem do Papai Noel

Prólogo - A origem do Papai Noel é incerta e cercada de histórias repletas de paz, amor, realizações e um feliz ano novo pra você e pra toda a sua família também. A mais conhecida e acredita-se, verdadeira, vem do séc. III e fala sobre a vida do adiposo taumaturgo Nicolau.

Capítulo 1 – O Milagre da Rua Oito (Batteries Not Included)
Ano 270 D.C, Ásia Menor, cidade de Mira da província de Lícia, Dembre, na atual Turquia. O microempresário sul-coreano conhecido como Sr. S., apesar de ser bem sucedido nos negócios, é broxa, impotente e não dá no couro, respectivamente.

Cansada de preparar gemada com ovos de pata, Taffman-E®, raspas de chifre de bode e Jurubeba Leão do Norte®, a Sra. S. resolve recorrer à intervenção divina e passa a rezar na igreja do padre anglo-germânico Noel Gallagher. O resultado, então, é o milagroso nascimento de um menino de saco vermelho e bolas coloridas: O lentiginoso Nicolau.

Um ano depois, a Sra. S. deixa o Sr. S. e foge com Noel Gallangher para Belém do Pará. A fábrica de desodorizantes em forma de pinheirinhos do Sr. S. abre falência e ele fica sem dinheiro, na miséria e finalmente duro, respectivamente. Sem ter como sustentar o filho, deixa o diminuto Nicolau em um mosteiro e se mata; fica novamente duro e morre feliz na noite de Hanukah... Uma noite feliz.

Capítulo 2 – Por que Choram os Homens (The Man Who Cried)
O buliçoso Nicolau passa a ser criado pelo Bispo de Patara sob uma educação rígida e religiosa, sem ter o direito de conhecer o valor dos verdadeiros prazeres da vida, como mulheres, drogas e leite condensado direto da lata.

Sua infância é um saco e eu não tenho a mínima paciência de falar sobre ela.

Capítulo 3 – Acertando as Contas com Papai (Getting Even With Dad)
Aos 22 anos, o então desafortunado e desditoso Nicolau, recebe a notícia que fora encontrado petróleo no terreno da fábrica do seu pai. Agora, além dos incontáveis adjetivos estranhos, ele também estava cheio da grana.

O futuro santo, sempre generoso, utiliza sua fortuna para ajudar as crianças. Fica sendo conhecido como “o amigo da garotada”; fazia o bem sem exigir nada em troca ou, pelo menos, era isso o que todos pensavam.

Capítulo 4 – Ondas do Destino (Breaking the Waves)
Nicolau, ainda sob a influência do bispo, é ordenado sacerdote. Sentindo-se frustrado por não ter origem circense, passa a usar roupas bufantes e a rir de forma pitoresca. Com uma garrafa de Gim Gobel nas mãos, um bêbado avista a estranha figura e resmunga: “Esse cara não existe...”.

Após alguns anos, Nicolau decide viajar com o intuito de satisfazer seu furor inesgotável de transmitir prazer e alegria ao maior número de pessoas possível. Após embarcar de Patara para a Palestina, surge uma tremenda tempestade; o manobrista é atingido em cheio por um raio, a embarcação fica prestes a virar por conta das ondas violentas e o estoque de vinho da tripulação chega próximo do fim. Como todos sabiam que Nicolau era padre, pedem para que reze pela salvação. Após a oração, veio uma grande calmaria e o manobrista, eufórico e antes caído, levanta. Quanto ao vinho, acabou mesmo.

Final – Meu Adorável Sonhador (Just the Ticket)
Após suas andanças, Nicolau passa a ser conhecido pelo mundo afora. A fama incomoda invejosos que espalham boatos injuriosos sobre sua mania de sempre carregar um saco nas costas. Pressionado pela opinião pública, Nicolau põe um fim em sua entusiástica ação humanitária, isolando-se com alguns dos seus amigos vi… renas em Neverland, Pólo Norte. E o resto da estória vocês já sabem. Sabem sim... Claro que sabem... Sabem e pronto!!

Por existirem muitos milagres lhe serem atribuídos, este foi canonizado e chamado de São Nicolau. Devido às maledicências, muitas pessoas insistem em chamá-lo de Santa.

Como a maioria dos seus milagres estava ligada a presentes, não foi difícil transformá-lo em um personagem universalmente adorado, pronto para realizar os desejos de quem acredita em um espírito preocupado em praticar a bondade em até 12 vezes, com os juros mais baixos do mercado, mas deixando as crianças malcriadas presas no SPC.

OBS: Nenhum anão foi utilizado nesta estória em respeito à memória de Herve Villechaize.

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quarta-feira, maio 23, 2007

Os três reis magos

Oi. Que vontade de falar dos três reis magos... Na verdade, quando começaram sua marcha rumo ao bebê Jesus eram 186 reis magos, mas como começaram correndo, alguns foram desistindo. E os três que sobraram nem eram tão magos assim. Um deles só sabia adivinhar qual era a carta escolhida, mas correndo, nem isso ele conseguia.

Jesus nasceu com 2,87kg em Belém (Judéia), à zero hora (Brasília), de parto normal e com uma mancha mongólica nas costas, que à época era conhecida como mancha sagrada. Nesse mesmo momento, os três reis magos vindos do Oriente chegaram a Jerusalém e disseram: "Mais um passo e eu desisto". Curioso que a esta notícia o rei Herodes reagiu perturbado, os sacerdotes reagiram perturbados e toda Jerusalém reagiu perturbada. Foi uma perturbação geral. Um recorde de perturbação. Nunca tanta gente reagiu perturbada ao mesmo tempo. Foi o dia mais perturbado do ano. Foi assim, digamos, super perturbado! Com exceção de um escrivão: ele era calmo.

Em Jerusalém, os três fatigados reis magos seguiram a estrela Halley, que os levou até Jesus. Este recebeu com indiferença infantil os presentes que os reis traziam, mas ainda assim foi homenageado. Os reis magos ficaram ali depois da celebração, meio sem jeito, sem saber o que fazer. Visita em festa íntima é sempre complicado. Acabaram esquecidos ali e ficaram fazendo sala uns para os outros durante tanto tempo que morreram. Depois de seguirem sinais, profecias, milagres, estrelas e perturbações, eles perderam a iniciativa. Ficavam esperando algum sinal divino avisar até que a janta estava pronta. O que importa é que as últimas palavras do rei Huguinho foram “mi-mis-missão cu-cumprida”. A ignorância coletiva daquela época meteu-lhe a pecha de gago. Já o rei Luizinho não morria de jeito nenhum, o que deixou o rei Herodes muito cismado e isso deixou os sacerdotes cismados, o que deixou toda Jerusalém cismada. Foi uma cisma geral. Um recorde de cisma. Nunca tanta gente ficou cismada ao mesmo tempo. Foi o dia mais cismado do ano. Foi assim, digamos, super cismado! Com exceção da mulher do escrivão: ela confiava nele.

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