A origem do Papai Noel
Capítulo 1 – O Milagre da Rua Oito (Batteries Not Included)
Ano 270 D.C, Ásia Menor, cidade de Mira da província de Lícia, Dembre, na atual Turquia. O microempresário sul-coreano conhecido como Sr. S., apesar de ser bem sucedido nos negócios, é broxa, impotente e não dá no couro, respectivamente.
Cansada de preparar gemada com ovos de pata, Taffman-E®, raspas de chifre de bode e Jurubeba Leão do Norte®, a Sra. S. resolve recorrer à intervenção divina e passa a rezar na igreja do padre anglo-germânico Noel Gallagher. O resultado, então, é o milagroso nascimento de um menino de saco vermelho e bolas coloridas: O lentiginoso Nicolau.
Um ano depois, a Sra. S. deixa o Sr. S. e foge com Noel Gallangher para Belém do Pará. A fábrica de desodorizantes em forma de pinheirinhos do Sr. S. abre falência e ele fica sem dinheiro, na miséria e finalmente duro, respectivamente. Sem ter como sustentar o filho, deixa o diminuto Nicolau em um mosteiro e se mata; fica novamente duro e morre feliz na noite de Hanukah... Uma noite feliz.
Capítulo 2 – Por que Choram os Homens (The Man Who Cried)
O buliçoso Nicolau passa a ser criado pelo Bispo de Patara sob uma educação rígida e religiosa, sem ter o direito de conhecer o valor dos verdadeiros prazeres da vida, como mulheres, drogas e leite condensado direto da lata.
Sua infância é um saco e eu não tenho a mínima paciência de falar sobre ela.
Capítulo 3 – Acertando as Contas com Papai (Getting Even With Dad)
Aos 22 anos, o então desafortunado e desditoso Nicolau, recebe a notícia que fora encontrado petróleo no terreno da fábrica do seu pai. Agora, além dos incontáveis adjetivos estranhos, ele também estava cheio da grana.
O futuro santo, sempre generoso, utiliza sua fortuna para ajudar as crianças. Fica sendo conhecido como “o amigo da garotada”; fazia o bem sem exigir nada em troca ou, pelo menos, era isso o que todos pensavam.
Capítulo 4 – Ondas do Destino (Breaking the Waves)
Nicolau, ainda sob a influência do bispo, é ordenado sacerdote. Sentindo-se frustrado por não ter origem circense, passa a usar roupas bufantes e a rir de forma pitoresca. Com uma garrafa de Gim Gobel nas mãos, um bêbado avista a estranha figura e resmunga: “Esse cara não existe...”.
Após alguns anos, Nicolau decide viajar com o intuito de satisfazer seu furor inesgotável de transmitir prazer e alegria ao maior número de pessoas possível. Após embarcar de Patara para a Palestina, surge uma tremenda tempestade; o manobrista é atingido em cheio por um raio, a embarcação fica prestes a virar por conta das ondas violentas e o estoque de vinho da tripulação chega próximo do fim. Como todos sabiam que Nicolau era padre, pedem para que reze pela salvação. Após a oração, veio uma grande calmaria e o manobrista, eufórico e antes caído, levanta. Quanto ao vinho, acabou mesmo.
Final – Meu Adorável Sonhador (Just the Ticket)
Após suas andanças, Nicolau passa a ser conhecido pelo mundo afora. A fama incomoda invejosos que espalham boatos injuriosos sobre sua mania de sempre carregar um saco nas costas. Pressionado pela opinião pública, Nicolau põe um fim em sua entusiástica ação humanitária, isolando-se com alguns dos seus amigos vi… renas em Neverland, Pólo Norte. E o resto da estória vocês já sabem. Sabem sim... Claro que sabem... Sabem e pronto!!
Por existirem muitos milagres lhe serem atribuídos, este foi canonizado e chamado de São Nicolau. Devido às maledicências, muitas pessoas insistem em chamá-lo de Santa.
Como a maioria dos seus milagres estava ligada a presentes, não foi difícil transformá-lo em um personagem universalmente adorado, pronto para realizar os desejos de quem acredita em um espírito preocupado em praticar a bondade em até 12 vezes, com os juros mais baixos do mercado, mas deixando as crianças malcriadas presas no SPC.
OBS: Nenhum anão foi utilizado nesta estória em respeito à memória de Herve Villechaize.
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