Um novo post de uma história velha. Isso sim é reality!
Mas antes, como diria o Twitter: “O que você está fazendo?”
Há 5 coisas possíveis que você poderia estar fazendo:
a – Curtindo a crise com R$ 2,25 no bolso, insuficientes para um maço de cigarros e com uma vontade danada de Doritos com Coca-Cola Zero;
b – Vendo o Ronaldo com mais de R$ 2,25 no bolso;
c – Voltando do México com vontade de comer feijoada;
d – Lendo um texto num blog;
e – Muitas outras coisas possíveis, inclusive parabenizando a Débora Bloch pelo seu aniversário.
Enfim, quanta coisa mudou... Olhei pro céu, era noite; que gostoso... Lembrei de tanta coisa e reparei que tanta coisa... mudou. Eu tinha uma vida normal até o acidente: 19 carros em Iracemápolis, normal.
Ali, conheci um braço tatuado. Num momento de bom humor, algo muito normal em mim, apertei a mão do braço e disse: “Prazer!” Hahahaha! Ai, que engraçado... O dedinho ainda tremia de tão recém-amputado. Mas era um braço normal.
Foi nesse dia que eu conheci a Dra. Eunice, cheia de sangue (hoje, já nem tanto). Lembro claramente de seu rosto delicado, desesperado e nervoso, tentando impedir que eu levasse o braço do seu pai pra casa. Ele também não queria deixar. Normal...
Felizmente eu consegui me defender. Mas com três braços ficou fácil, confesso; não sou de me gabar. Naquela hora, uma hora normal, me dei conta que três não é demais. Fiquei até excitado por entender isso - bem normal - e comecei a bolinar uma mulher que estava engatinhando pra sair de perto de um carro em chamas... Usei o meu braço novo, claro! Não sou um pervertido. E ela estava engatinhando normalmente; deve ter gostado, porque nem se levantou pra reclamar.
Um casal de japoneses (aliás, até hoje eu não sei se eram japoneses ou chineses, ou se simplesmente estavam com cara de dor), estendia suas mãos pra mim. Peguei o braço que estava debaixo do meu braço, lancei a mão do braço na direção deles e gritei: “Hi5!” Eu sempre quis fazer isso... Depois gritei: “Normal!” Infelizmente, eles morreram antes de me ouvir.
De repente, percebi alguém correndo na minha direção. Era a Dra. Eunice, linda, com uma parte de seus cabelos esvoaçante e a outra parte cheia de gosma. Usava um par de óculos que estava intacto, um avental branco de médico sem as calças e... UGH!
- Escuta aqui seu idiota, aonde você pensa que vai com o braço do meu pai?
- Ué, eu achei... É meu!
- É um braço!! Pertence à pessoa que nasceu com ele!
- Quem é a senhora??
- Eunice! Por quê?
- Eu, Pedro! Prazer.
- Você é retardado?
- Não, eu sou normal.
- Dá esse braço aqui, seu, seu...
- Se é meu, devolve!
- TOMA ISSO POR ROUBAR O BRAÇO DE PAPAI! – Bate o braço com força na cara de Pedro.
- Ai, pô! Mas ok, normal!
- E ISSO É PELO BRAÇO DA MAMÃE!
- Ai! De novo, pô?!? E eu nem peguei o braço da sua mãe!
- EU SEI, MAS ELA NASCEU SEM E SOFREU MUITO!!! TOMA MAIS ESSA, SEU LOUCO!!!
- Ai, pô! Mas peraí... Eu, louco?
E assim, foi-se. Linda, com uma parte de seus cabelos esvoaçante e com um braço na mão. Nunca mais esqueci a Dra. Eunice. E toda aquela agitação normal me deu sede. Pus a mão no bolso e tinha R$ 2,25. Não dava nem pra comprar um maço de cigarros. Olhei no bolso dos japoneses, encontrei R$ 100,00 e fui comer uma feijoada.
Com a barriga cheia, olhei pro céu, era noite; que gostoso... E hoje de manhã, abri o browser, olhei pro monitor e vi que voltaram! Os doutores voltaram! Quem sabe eles podem me ajudar a encontrar a Dra. Eunice? Seria minha última chanc... Atchim!
Gripe suína. Mas normal.
Há 5 coisas possíveis que você poderia estar fazendo:
a – Curtindo a crise com R$ 2,25 no bolso, insuficientes para um maço de cigarros e com uma vontade danada de Doritos com Coca-Cola Zero;
b – Vendo o Ronaldo com mais de R$ 2,25 no bolso;
c – Voltando do México com vontade de comer feijoada;
d – Lendo um texto num blog;
e – Muitas outras coisas possíveis, inclusive parabenizando a Débora Bloch pelo seu aniversário.
Enfim, quanta coisa mudou... Olhei pro céu, era noite; que gostoso... Lembrei de tanta coisa e reparei que tanta coisa... mudou. Eu tinha uma vida normal até o acidente: 19 carros em Iracemápolis, normal.
Ali, conheci um braço tatuado. Num momento de bom humor, algo muito normal em mim, apertei a mão do braço e disse: “Prazer!” Hahahaha! Ai, que engraçado... O dedinho ainda tremia de tão recém-amputado. Mas era um braço normal.
Foi nesse dia que eu conheci a Dra. Eunice, cheia de sangue (hoje, já nem tanto). Lembro claramente de seu rosto delicado, desesperado e nervoso, tentando impedir que eu levasse o braço do seu pai pra casa. Ele também não queria deixar. Normal...
Felizmente eu consegui me defender. Mas com três braços ficou fácil, confesso; não sou de me gabar. Naquela hora, uma hora normal, me dei conta que três não é demais. Fiquei até excitado por entender isso - bem normal - e comecei a bolinar uma mulher que estava engatinhando pra sair de perto de um carro em chamas... Usei o meu braço novo, claro! Não sou um pervertido. E ela estava engatinhando normalmente; deve ter gostado, porque nem se levantou pra reclamar.
Um casal de japoneses (aliás, até hoje eu não sei se eram japoneses ou chineses, ou se simplesmente estavam com cara de dor), estendia suas mãos pra mim. Peguei o braço que estava debaixo do meu braço, lancei a mão do braço na direção deles e gritei: “Hi5!” Eu sempre quis fazer isso... Depois gritei: “Normal!” Infelizmente, eles morreram antes de me ouvir.
De repente, percebi alguém correndo na minha direção. Era a Dra. Eunice, linda, com uma parte de seus cabelos esvoaçante e a outra parte cheia de gosma. Usava um par de óculos que estava intacto, um avental branco de médico sem as calças e... UGH!
- Escuta aqui seu idiota, aonde você pensa que vai com o braço do meu pai?
- Ué, eu achei... É meu!
- É um braço!! Pertence à pessoa que nasceu com ele!
- Quem é a senhora??
- Eunice! Por quê?
- Eu, Pedro! Prazer.
- Você é retardado?
- Não, eu sou normal.
- Dá esse braço aqui, seu, seu...
- Se é meu, devolve!
- TOMA ISSO POR ROUBAR O BRAÇO DE PAPAI! – Bate o braço com força na cara de Pedro.
- Ai, pô! Mas ok, normal!
- E ISSO É PELO BRAÇO DA MAMÃE!
- Ai! De novo, pô?!? E eu nem peguei o braço da sua mãe!
- EU SEI, MAS ELA NASCEU SEM E SOFREU MUITO!!! TOMA MAIS ESSA, SEU LOUCO!!!
- Ai, pô! Mas peraí... Eu, louco?
E assim, foi-se. Linda, com uma parte de seus cabelos esvoaçante e com um braço na mão. Nunca mais esqueci a Dra. Eunice. E toda aquela agitação normal me deu sede. Pus a mão no bolso e tinha R$ 2,25. Não dava nem pra comprar um maço de cigarros. Olhei no bolso dos japoneses, encontrei R$ 100,00 e fui comer uma feijoada.
Com a barriga cheia, olhei pro céu, era noite; que gostoso... E hoje de manhã, abri o browser, olhei pro monitor e vi que voltaram! Os doutores voltaram! Quem sabe eles podem me ajudar a encontrar a Dra. Eunice? Seria minha última chanc... Atchim!
Gripe suína. Mas normal.
Marcadores: gripe suína, humor nonsense, O Aprendiz, tomate seco, voltamos










17 Comentários:
E as andorinhas?
Por
Srta.T, às 9:45 AM, maio 04, 2009
Gente, nosso plano de dominar o mundo...ops!digo...de trazer os doutores de volta deu certo...eeeee!!
E nem foi preciso oferecer prazer sexual.
Por
Cláudia, às 8:09 PM, maio 05, 2009
como disse não sei onde e não sei quando:
voltaram? no creo! non credo! ai, credo! ai credo não! ai, que bom!
eeeeeeeeeeeeeeeeehhhhhhhhhhhhh
ei, doo, ops, doc tali, cadê vc?
apareça!
Por
Sekka, às 9:08 PM, maio 05, 2009
Srta. T, sozinhas elas não fazem verão e isso deve lhe soar como uma ameaça.
Cláudia, obrigado pelo seu entusiasmo. Graças a um de seus comentários, o Dr. Albieri nos obrigou a voltar.
Sekka, eu acho que já te ví por aqui... Você... Você, por acaso, seria uma andorinha?
Por
Dr. Jekyll, às 12:13 AM, maio 06, 2009
Caraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaalho!!!
Meninas, sonhei com os números da megasena também que (anotem aí) são: 4, 8, 15, 16, 23, 42... bah! depois eu passo os números! Agora me dêem licença para eu ler o post.
Por
Doctor Taliesin, às 8:14 AM, maio 06, 2009
Dr. Jeckyll, andorinhas não me ameaçam, passo ao largo das árvores; já o verão sim. Por quê?
Quem viver, verão.
(presumindo que pelo menos as baratas viverão, e que serão mais de uma, conjuguei o verbo na terceira pessoa do plural. Assim falou Pasquale. O Cipro Neto.)
Por
Srta.T, às 8:27 AM, maio 06, 2009
Pasquale (o Cipro Neto) acaba de me ligar informando que ha um "c" a mais no meu comentário anterior. Digitação descontraída, eu pratico.
Dr. Jekyll, mantenha Mr. Hyde calmo, ok? Não voltará a acontecer.
Por
Srta.T, às 12:42 PM, maio 06, 2009
My God... ainda não acredito no que acabei de ler aqui. Normal!
Não acredito em ninguém! Nem em God Save America! ou era The Queen?
Que seja!
Aaaaaaaamém!
Por
Your Father!, às 12:34 AM, maio 07, 2009
Se os outros Doutores não aparecerem em um prazo de 24 horas, abrirei uma séria investigação sobre a autenticidade desse texto...hum!Sei não...
O Dr. Jekyll nunca foi NORMAL.
Por
Cláudia, às 7:44 PM, maio 07, 2009
É isso aí, Claudinha!
Mais um comentário para comover o Dr. Albieri.
Só ele pra colocar esta casa em ordem.
Ele é normal!
Afinal, sonho que é sonho nunca pode ficar pela metade, não é mesmo, Doc Taliesin?
=P
Por
Sekka, às 7:49 PM, maio 07, 2009
A intenção foi coagir...
Por
Cláudia, às 7:52 PM, maio 07, 2009
Eu tenho a impressão que este último texto foi escrito pelo Jivago. E digo mais: se fosse filmado daria uma bela esquete.
Por
Doctor Taliesin, às 8:36 PM, maio 07, 2009
voltaram mesmo... arranquem o meu braço se não estou sonhando!
Por
Maçã Mordida, às 8:43 PM, maio 07, 2009
viva! eles voltaram e com um braço a mais! rs
Por
Menina Enciclopédia, às 6:18 PM, maio 08, 2009
ei, ei... preciso de uma mãozinha... alguém pode me ajudar?
Por
Unknown, às 12:55 AM, maio 09, 2009
Então, enquanto o camburão, digo, ambulância (ai, essa dislexia ainda me compromete) dos doutores não chega, posso contar a trilogia de piadas do Cotoco?
...
Ok, eu nem queria mesmo.
Por
Srta.T, às 6:09 PM, maio 11, 2009
Moçada, valeu pela recepção calorosa (ui!) mas calma que precisamos lembrar como faz pra postar textos nesta joça. Puxo um viva pro Dr. Alzheimer: "Viva"!
E amplexos gerais!
Por
Dr. Banner, às 12:45 PM, maio 14, 2009
Postar um comentário
<< Voltar para a Página Inicial