As três Marias
A história de três mulheres chamadas Maria e de dois caras chamados André e de oito Antônios, vinte e quatro Alices, quarenta e três Rodrigos, cento e dezesseis Otávios e quinhentas e setenta e sete Analys.
Maria é cabeleireira, tem vinte e nove anos, é mãe de dois e solteira. Maria é psicóloga - nossa amiga, diga-se de passagem - tem vinte e nove anos, é casada. E Maria é atleta, tem vinte e nove anos, tem um filho e é casada. A única coisa que essas três Marias têm em comum é o nome… e a idade… e são amigas… e… são trabalhadoras… e têm um primo... chamado… Flávio…
Certo dia, no salão, Maria resolve perguntar pra Maria se era ruim ser mãe solteira. Como se não bastasse, perguntou também se Maria tinha planos para aquela noite, o que soou meio…
Maria riu, disse que não e resolveu saber o motivo da pergunta. “Por quê?”, disse Maria.
E Maria respondeu: “Ih, nada. É só uma pergunta inocente, eu não tô querendo saber se você topa fazer sexo comigo e com meu marido, ou coisa parecida...”
E ficou um clima meio…
Maria entrou no salão bem na hora da discussão e teve a reação mais inusitada que alguém poderia ter em relação ao ménage: ela soluçou. Foram mais de vinte e cinco vezes soluçando num período de quatro minutos, e isso irritou a todos. Aquele barulhinho agudo e sem sentido é sempre meio…
Nisso entra Flávio, chutando a porta e gritando “Chewbacca!” Ato reflexo, Maria, a atleta, tocou o solo com a perna de impulsão, exerceu uma tensão elástica com a perna de projeção e voou numa combinação de três saltos mortais sucessivos, terminando em uma queda na caixa de esmaltes. O soluço sumiu.
Maria reclama: “Tinha que ser o Flávio mesmo, esse menino é meio…”
Assim, todas resolveram pintar as unhas de vermelho só pra dizer que agora, têm mais coisas em comum do que antes.
Maria é cabeleireira, tem vinte e nove anos, é mãe de dois e solteira. Maria é psicóloga - nossa amiga, diga-se de passagem - tem vinte e nove anos, é casada. E Maria é atleta, tem vinte e nove anos, tem um filho e é casada. A única coisa que essas três Marias têm em comum é o nome… e a idade… e são amigas… e… são trabalhadoras… e têm um primo... chamado… Flávio…
Certo dia, no salão, Maria resolve perguntar pra Maria se era ruim ser mãe solteira. Como se não bastasse, perguntou também se Maria tinha planos para aquela noite, o que soou meio…
Maria riu, disse que não e resolveu saber o motivo da pergunta. “Por quê?”, disse Maria.
E Maria respondeu: “Ih, nada. É só uma pergunta inocente, eu não tô querendo saber se você topa fazer sexo comigo e com meu marido, ou coisa parecida...”
E ficou um clima meio…
Maria entrou no salão bem na hora da discussão e teve a reação mais inusitada que alguém poderia ter em relação ao ménage: ela soluçou. Foram mais de vinte e cinco vezes soluçando num período de quatro minutos, e isso irritou a todos. Aquele barulhinho agudo e sem sentido é sempre meio…
Nisso entra Flávio, chutando a porta e gritando “Chewbacca!” Ato reflexo, Maria, a atleta, tocou o solo com a perna de impulsão, exerceu uma tensão elástica com a perna de projeção e voou numa combinação de três saltos mortais sucessivos, terminando em uma queda na caixa de esmaltes. O soluço sumiu.
Maria reclama: “Tinha que ser o Flávio mesmo, esse menino é meio…”
Assim, todas resolveram pintar as unhas de vermelho só pra dizer que agora, têm mais coisas em comum do que antes.
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