segunda-feira, abril 16, 2007

Er...

Oi, eu... entrei pra comentar o post do Papa e tal e... não sei porque, meu comentário virou um post... Bom, legal... Se vocês quiserem eu posso contar uma piada! Não? Tá bom, tô saindo... Certeza? Tá bom, tá bom. Mãe, um beijo pra você!

Richards.

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quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Carta-testamento

Meus queridos familiares, escrevo esta carta aos 87 anos e não acho que vá durar muito mais. Mesmo assim, quero que todos se lembrem de mim com alegria, porque tive uma vida maravilhosa. Quem diria que aquele menino da Sorocaba dos anos 20 chegaria tão forte? Não entendo! A janela está fechada, estou com três blusas e duas calças e ainda assim estou com frio. Mas o Canadá, naquela época era assim. Foi o melhor inverno da minha vida. Foi quando nos conhecemos querida, lembra? Luizinho, Sastre, Remo, Teixeirinha e Leônidas, o Diamante Negro. Não é à toa que desenvolvi diabetes e cheguei a esta situação, mas assim é a vida.

Tenho tanto pra dizer... Meus filhos, vocês são o que de mais precioso eu construí ao longo destes anos. Lembro de cada detalhe da infância de vocês, como se o mundo fosse acabar com aquela convocação. Mas eram tempos de guerra e era meu dever cívico defender nossa pátria e os aliados. A Europa era inóspita, mas lua por lua, fico com a nossa. Você nasceu no dia em que homem pisou lá pela primeira vez. Sei que você nunca havia visto nada parecido, mas não acreditei quando disse que não gostou daquele sanduíche de mortadela. Era o mais famoso da cidade! Depois foi pro Cirque de Soleil e nunca mais tive notícias dele. Foi assim que eu e seu tio perdemos contato. Mas eu tenho certeza que há vida inteligente em algum lugar lá em cima e vamos conseguir falar com eles. É pena que não estarei mais aqui.

Mas chega de saudade. Foi a primeira bossa que ouvi e me lembro direitinho da sensação: foi horrível. Aquelas torres caindo, um ataque tão brutal. Nunca imaginei que veria algo daquela magnitude. Mas minha filha ali, parindo meu primeiro neto... Que grande batedor de faltas, aquele rapaz. É pena que tinha problemas de peso; dizem que na concentração, durante a madrugada, comia escondido. Era o rei dos assaltos ao cofre. A combinação é 8, 0, 5, 2 sets a 1 no tie break. Que jogo! Era difícil acreditar que nunca mais veria o Agassi jogar novamente. Adorei estar com vocês naquela quadra, foi emocionante e chorei muito, vocês se lembram? Nunca imaginei que me afeiçoaria tanto assim a um cachorro.

Espero que ao lerem esta carta, todos se lembrem com carinho deste velho e que brindem à minha saída de cena como estou fazendo agora, com um "tim-tim". Acho que o telefone acabou de tocar, mas não vou atender. Então, continuo:

- 1kg de tomate (pegue os mais maduros)
- Lester Young, Eric Dolphy e Bill Evans
- contatos profissionais, encontrar amigos

Eu e toda a minha família desejamos um feliz aniversário pra você e que encaminhe essa papelada e os documentos do processo ao setor jurídico.

Atenciosamente,

Feliz 1988!

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terça-feira, dezembro 12, 2006

CAIM E ABEL

Como diriam os gêmeos siameses:
"Eu sou mais eu!"

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terça-feira, novembro 14, 2006

PERNAMBUCO

Definitivamente, São Paulo não tem nada a ver com Pernambuco. Há dois anos eu tinha uma vizinha, uma senhora de 60 anos que parecia ter 26 e que vivia sofrendo por causa das samambaias que seu primo lhe dava todo ano por influência do cunhado, um fazendeiro. Não me pergunte como aquela senhora tinha aparência de 26.

Esse fazendeiro negociava porcos com a irmã que vivia em Manaus com o marido e mais dois filhos. Um era vesguinho e o outro era gaguinho; tem gente que não tem sorte com filhos. O gaguinho tinha um primo cuja mãe, uma senhora de 55 anos com aparência de 55 mesmo, era viciada em óculos escuros. Ela colecionava desde os de plástico até os de marcas recohecidas mundialmente. Seu marido morava em São Paulo e mandava dinheiro para a família. Ele mandava por um banco cuja burocracia não tinha nada a ver com a burocracia de Pernambuco.

Esse marido tem um tio ladrão que já roubou até da mãe ou da avó, que aparenta ter 80 anos sendo que tinha só 70, ou 71, não sei direito. Esse tio ladrão já havia roubado muitas coisas antes de ser preso, por isso ele é ladrão. Aliás, a prisão em São Paulo não tem nada a ver com a de Pernambuco. Na prisão ele conheceu um policial que tinha o mesmo nome que o dele e ficaram muito amigos. A amizade deles não foi igual a uma amizade de Pernambuco. O filho desse policial também é vesgo mas é muito esperto, faz faculdade de biologia e tinha um grupo de amigos com problemas alcoólicos. Nem todos tinham problemas alcoólicos; o mais velho, por exemplo, que parecia não ser tão velho assim, só bebia refrigerante dietético, de preferência com limão. O fazendeiro, que não era vesgo, tinha uma plantação de limões mas nunca ganhou dinheiro com isso; ele ganhava dinheiro com laranjas que, de longe, não tinham o mesmo gosto das de Pernambuco.

Por falar em laranja, tem um cara que trabalha comigo no escritório, de mais ou menos 35 anos, que vive falando de moda, de carros, de carreira e de vesgos. Segundo ele, seu pai, que mora em Pernambuco, tem um padrão de vida melhor do que a mãe, vesga, que vive em São Paulo. Ele é um chato e, na minha opinião, ele é bicha... E é meio vesgo.

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quinta-feira, novembro 09, 2006

AUGUSTO

Era uma vez, ou melhor, eram duas vezes, um Paulo e um coelho. Paulo, aos 8 anos de idade, desmaiou com o calor do sol no dia 13 de agosto de 1961. Augusto também, por isso “eram duas vezes”.

Nesse dia Paulo ficou muito assustado, ele achou que estava sendo castigado por alguma coisa errada que andava fazendo. Augusto não achou nada, e morreu.

Paulo tinha um coelho que se chamava Brother. Naquela época ele pensava que brother em inglês significava cenoura. Na verdade era a mãe dele que pensava, mas fica mais bonitinho dizer que era ele.

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